O objetivo é ganhar o
máximo de massa muscular possível. A ginástica, o vício. O espelho, a maior
motivação. A busca pelo corpo perfeito faz pessoas passarem horas na academia.
"Enquanto está me satisfazendo vou crescer. Quando eu achar que está
deixando de me fazer bem, acho que consigo parar, não sei."
A frase é de Marcelo
Tartarelli, 31 anos, que não fica um dia sem fazer musculação. "É medo de
deixar de crescer."
Ele começou a
freqüentar academia aos 19, porque era "muito magrinho". Com 1,70 m,
pesava 58 quilos. Hoje pesa 92, com 4% de gordura no corpo. Tartarelli se diz
totalmente viciado.
Mas não é a sensação
de bem-estar, causada pela liberação da endorfina, que vicia Tartarelli.
Vice-campeão paulista de fisiculturismo, os seus principais estímulos são os
elogios ou exclamações de surpresa das pessoas. "Quando você treina, todo
mundo fica te olhando e quer treinar com você."
Lesão? "Tomo
remédio, passo pomada, ponho faixa elástica e vou treinar normalmente. Depois
faço gelo, bolsa quente. Se você for procurar um médico, ele fala que você é
louco. A começar pelo seu tamanho."
Tartarelli não acha
que atingiu seu limite. Está aos poucos deixando a profissão de advogado para
ser personal trainer e fisiculturista, aconselhado pelos colegas da academia.
Ele diz ter gostado da idéia de vender a própria imagem: "É muito mais
fácil".
O vício de
Tartarelli, conhecido como vigorexia ou síndrome de Adônis, é caracterizado
pela sensação de que nunca se está bonito como poderia.
Semelhante à
anorexia, em que o doente nunca acha que está magro o suficiente, a vigorexia
faz a pessoa ficar obcecada pela dieta, comparar-se com outras pessoas e até
usar complementos como anabolizantes e vitaminas para ganhar musculatura.
"Com 90 quilos,
forte, você acha que não está bem, e acaba perdendo o controle, a noção."
"Todo
mundo fica te olhando e quer treinar com você."
"Você
começa a ganhar muita massa muscular, mas acha que nunca está bom."
Fisiculturista

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